LME

Outras Informações

Bula Fungicida MICROSAL

SULFATO DE COBRE MICROSAL

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• Composição quali-quantitativa:
Sulfato cúprico pentahidratado
(SULFATO DE COBRE) ……………………………. 98,5% m/m
Equivalente em cobre metálico: ………………… 25,0% m/m
Ingredientes inertes: …………………………..1,5% m/m
Peso Líquido: 1, 5, 25, 50, 250 e 500 kg.
Classe de uso: Fungicida inorgânico à base de cobre.
Tipo de Formulação: granulado solúvel
Registrante / Fabricante / Formulador:
acido_borico
MICROSAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
Rodovia Campinas / Tietê, SP 101, Km 43 – B. Verde
Cx. Postal 1803 – 13.360-000 – Capivari – SP
CNPJ: 54.111.737/0001-00 – Fone / Fax: (19) 3492-8000
Site: www.microsal.com.br
e-mail: microsal@microsal.com.br
Cadastro na CDA / SP no 364
Fabricante e Formulador:
MICROSAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
Estrada Fazenda Souza – Travessão Leopoldina s/no
Distrito Ana Rech – Cx. Postal 1505 – 95059-000
Caxias do Sul – RS
CNPJ: 54.111.737/0002-91 – Fone: (54) 3229-1455
e-mail: vendas.caxias@microsal.com.br
• Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
sob o no 01402
• No do Lote ou da Partida: vide rótulo.
• Data de Fabricação e Data de Vencimento: vide rótulo.
“ LEIA O RÓTULO E A BULA ANTES DE UTILIZAR O PRODUTO – CONSERVE A BULA EM SEU PODER.”
“ É OBRIGATÓRIO O USO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA –
PROTEJA-SE.”
Produto corrosivo a ferro, latão e alumínio.
Classificação Toxicológica: IV – Pouco tóxico
bula
• INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO
Culturas Indicadas: caqui, goiaba, maçã, nêspera, tomate e videira.

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Doenças Controladas e Dosagens Recomendadas:
Sulfato de Cobre Microsal é um fungicida recomendado em mistura com cal virgem para o preparo da calda bordalesa (sulfato de cobre + cal virgem + água) para o controle de doenças nas seguintes culturas:

Cultura Doenças Controladas Dose de Sulfato
de Cobre Microsal
(g / 100L /água)
Dose de Sulfato
de Cobre Microsal
(g de i.a. / 100L /água)
Caqui Antracnose
Colletotrichum
gloeosporióides
400 – 500 394-492,50
Goiaba Ferrugem
Puccinia psidii
400 – 500 394-492,50
Maçã Sarna
Venturia inaequalis
500 – 600 492,50-591
Nêspera Antracnose
Colletotrichum
gloeosporióides
5400 – 500 394-492,50
Tomate Requeima
Phytophthora infestans
600 – 700 591-689,50
Uva Míldio
Plasmopara viticola
600 – 700 591-689,50

Obs: 1 quilograma do produto comercial equivale a 985 gramas do ingrediente ativo por quilograma.

Quantidade sugerida de cal para ser adicionada ao Sulfato de Cobre Microsal (g / 100 L água) :

Caqui: 400 – 500
Goiaba: 400 – 500
Maçã: 500 – 600
Nêspera: 400 – 500
Tomate: 600 – 700
Uva: 600 – 700

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Início, Número e Épocas ou Intervalos das Aplicações:

Caqui: A primeira aplicação deverá ser realizada no período vegetativo, 15 a 20 dias após a queda das flores. Repetir com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 5 aplicações por ano, dependendo do estado fitossanitário e das condições climáticas. Volume de calda / planta: 1,5 L. Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.

Goiaba: Iniciar aos primeiros sintomas, repetindo com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 4 aplicações por ano. Volume de calda / planta: 1,2 L. Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.

Maçã: Iniciar a pulverização após a poda em tratamento de inverno, repetindo com intervalos de 7 dias, com um mínimo de 8 aplicações por ano. Volume de calda / planta: 1,0 L.Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.

Nêspera: Iniciar a pulverização após a poda de limpeza e depois da formação da folhagem, repetindo com intervalos de 15 dias, com um mínimo de 6 aplicações por ano. Volume de calda / planta: 2,0 L. Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.

Tomate: Iniciar as pulverizações quando as plantas apresentarem os primeiros sintomas, repetindo com intervalos médios de 7 dias, com um mínimo de 5 aplicações por ano. Volume de calda / ha: 800 L.

Uva: Iniciar as pulverizações quando os brotos atingirem de 5 a 7 cm. Repetir com intervalo de 14 dias, com um mínimo de 6 aplicações por ano. Volume de calda / ha: 500 – 1000 L. Usar espalhante adesivo Agral a 0,05% v/v ou similar.

Modo de Aplicação:

Modo de preparo da calda bordalesa:
a) Para preparar a calda bordalesa são necessários três recipientes, sendo dois com capacidade para 50 litros e outro para 100 litros. Não utilizar recipientes de ferro, latão ou alumínio, pois reagem com o sulfato de cobre.
b) Colocar o Sulfato de Cobre Microsal dentro de um saco de tecido, sendo em seguida pendurado sobre a boca do recipiente de 50 litros, já cheio de água, onde ficará mergulhado por algumas horas até que haja sua dissolução.
c) No outro recipiente de 50 litros apagar a cal fazendo adição progressiva de água até completar os 50 litros, sempre agitando com a finalidade de homogeneizar o “leite de cal”.
d) Preparada as duas soluções, colocá-las no terceiro recipiente de 100 litros, derramando-as ao mesmo tempo e agitando para perfeita homogeneização.
e) Depois de preparada, a calda deverá apresentar reação neutra. Para verificar a reação da calda pode-se usar o papel de tornassol, até apresentar a coloração azul ou então introduzir no líquido uma lâmina de aço não oxidado por 1 minuto. O escurecimento da lâmina indica que a calda encontra-se ácida. Deve ser juntada cal até neutralização completa da calda.
f) A calda perde sua função fungicida se não aplicada no mesmo dia. No caso de grandes volumes, é conveniente fazer preparações “estoque” de sulfato de cobre e “leite de cal” a 20%, que devem ser mantidas.

Metodologia de aplicação:
a) Durante a pulverização, é indispensável que o tanque contendo a calda bordalesa tenha agitação contínua.
b) A aplicação deve ser feita em pulverização foliar a alto volume e cobertura total, empregando-se equipamentos terrestres manuais ou motorizados, sejam pulverizadores de barra, pistolas ou costais. Utilizar bicos tipo cone ou equivalentes, com pressão acima de 40 libras/pol2, obtendo-se micro-gotículas.
c) Pulverizar no período fresco do dia, evitando o período

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- Não aplique o produto contra o vento.
em que a folhagem estiver molhada (orvalho ou chuvas).
Não aplicar com ventos fortes, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar para evitar a deriva ou evaporação do produto.
d) Fazer a aplicação da calda bordalesa imediatamente após o seu preparo.
e) Condições climáticas ideais para aplicação: temperatura entre 250C a 300C e umidade relativa do ar acima de 65%.
f) Após a aplicação, enxaguar interna e externamente os equipamentos (pulverizadores, reservatórios, etc.) com solução de vinagre ou limão 20% e água 80%, lavando em seguida com sabão ou detergente alcalino.

Intervalo de Segurança:
7 dias para todas as culturas indicadas, com exceção da cultura do tomate tutorado, cujo intervalo de segurança é 1 dia.

Intervalo de Reentrada de Pessoas nas Culturas e Áreas Tratadas:
Devido às condições de aplicação e a baixa toxicidade do produto, não há restrições para a reentrada de pessoas na área tratada, desde que devidamente trajadas.

Limitações de Uso:
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
- O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas.
- Em condições climáticas de alta umidade relativa, com temperaturas baixas, alguns cultivares poderão apresentar sensibilidade ao produto. Nas fases iniciais de crescimento e nas temperaturas elevadas, usar a menor dose. Em caso de dúvida, fazer testes em pequena área.

Informações Sobre os Equipamentos de Aplicação: Vide Modo de Aplicação / Metodologia de Aplicação.

Informações Sobre Equipamentos de Proteção Individual a Serem Utilizados: Vide o ítem “Precauções no Manuseio”, nos dados relativos à proteção da saúde humana.

Informações Sobre o Destino Final de Embalagens e das Sobras do Produto: Vide o ítem “Destinação Adequada de Resíduos e Embalagens”, nos dados relativos à proteção do meio ambiente.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

Mecanismos de ação, absorção e excreção para o ser humano:
Têm sido reportados vários casos de suicídios em humanos através da ingestão de sulfato de cobre. Geralmente penetra no organismo por via oral. Quando a ingestão é proposital, e portanto em certa quantidade, geralmente o próprio produto já provoca vômito, o que dificulta a absorção, diminuindo a toxicidade. Estudos demonstraram a dificuldade da intoxicação aguda por sais de cobre, por serem adstringentes e os vômitos eliminarem a maior parte. Uma vez absorvido é veneno sistêmico, lesando principalmente os rins, o fígado (com cirrose), deprimindo e posteriormente excitando o SNC. A eliminação ocorre principalmente pela urina e pela bile (pouco pelas fezes).

Efeitos Agudos e Crônicos:
Inalação: a exposição prolongada aos sais de cobre pode produzir severas congestões da mucosa nasal com rinites e possíveis ulcerações.
Contato com a pele: a exposição prolongada a sais de cobre pode causar algum grau de necrose. Dermatite alérgica devido ao contato com o cobre, embora rara, tem sido relatada. Ele pode ser absorvido pela pele. O envenenamento sistêmico foi conseqüência de repetidas aplicações de sulfato cúprico em extensas áreas de pele queimada. Sintomas de envenenamento sistemático podem abranger coloração azul das gengivas e da língua, anemia

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hemolítica, gastrites hemorrágicas, cólicas e diarréia com sangue. Em casos severos de envenenamento os rins e o fígado são prejudicados com anemia profunda. Pode evoluir com sonolência e coma. A morte pode ocorrer com colapso respiratório. Coloração esverdeada da pele e do cabelo de trabalhadores tem sido observada.
Contato com os olhos: o uso prolongado do sulfato cúprico produz inflamação e reação purulenta nos olhos, além de descolorir a córnea. A descoloração em casos avançados cobre toda a córnea, mas causa pouca interferência na visão. Quando a partícula do sulfato de cobre é deixada acidentalmente no saco conjuntivo, causa inflamação severa no local e necrose, e a córnea torna-se opaca. Uma pequena concentração do produto (0,0001 mol) causa rompimento da membrana da pré-córnea e uma pequena sensação de desconforto por pessoas sujeitas à exposição deste material.
Ingestão: o envenenamento crônico humano tem sido observado em relatórios individuais como a doença de Wilson. Esta doença é uma condição genética rara em que pode haver anormalmente uma alta absorção, retenção e armazenamento de cobre pelo corpo. A doença é progressiva e pode ser fatal se não tratada.

Efeitos Colaterais: Por não ser de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

PRECAUÇÕES DE USO E RECOMENDAÇÕES GERAIS QUANTO À PRIMEIROS SOCORROS, ANTÍDOTOS E TRATAMENTO:

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto.
- Não utilize equipamentos com vazamento.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.
- Uso exclusivamente agrícola.
- Não transporte esse produto juntamente com alimentos, medicamentos,
bebidas, rações, animais e pessoas.
- Não utilize equipamentos de proteção (EPI‘s) danificados.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO:
Use protetor ocular.

- O produto é irritante para os olhos.
- Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente, VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
Use máscaras cobrindo o nariz e a boca.
- Produto perigoso se inalado ou aspirado.
- Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
Use luvas de neoprene ou nitrila
- Produto irritante para a pele.
- Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
Ao abrir a embalagem, faça de modo a evitar que o produto se espalhe.
- Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação.
- O produto produz neblina, use máscara cobrindo o nariz e a boca.

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- Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
- Não reutilize a embalagem vazia.
- Mantenha o restante do produto em sua embalagem original
adequadamente fechado em local trancado, longe do alcance de
crianças e animais.
- Tome banho, troque e lave suas roupas contaminadas separadas das
demais roupas do restante da família ou de uso diário.


PRIMEIROS SOCORROS:

INGESTÃO: Não provoque vômito e
procure o médico, levando a embalagem,
rótulo, bula ou receituário agronômico do
produto.
OLHOS: Lave com água em abundância
e procure o médico, levando a embalagem,
rótulo, bula ou receituário agronômico do
produto.
PELE: Lave com água e sabão em
abundância e procure o médico, le-vando a
embalagem, rótulo, bula ou receituário
agronômico do produto.
INALAÇÃO: Procure lugar arejado e
vá ao médico, levando a embalagem, rótulo,
bula ou receituário agronômico do produto.
SINTOMAS DE ALARME:
Os sintomas de exposição ao produto podem
incluir irritação da pele, olhos, trato
respiratório e trato gastrointestinal. A
ingestão pode causar severa dor
gastroentérica (vômito, corrosão
localizada e hemorragias), prostração,
anúria, hematúria, anemia e dificuldade de
respiração. Pode causar náuseas, gosto
metálico, dor de cabeça, dores abdominais,
gastrite hemorrágica, pulso fraco,
conjuntivite e ulceração da córnea.
ANTÍDOTOS:
1) Lavagem gástrica, podendo ser utilizado
carvão ativado;
2) EDTA cálcico i.v.;
3) Transfusão de sangue (casos de
hemólise);
4) Soro fisiológico para manutenção
hidroeletrolítica;
5) Cardiotônicos, estimulantes;
6) Sulfato de sódio ou de magnésio, como
laxante.

TRATAMENTO MÉDICO:
Tratamento sintomático

TELEFONES PARA OS CASOS DE EMERGÊNCIA:
CENTRO DE INFORMAÇÃO TOXICOLÓGICA:
(11) 5012-5311 (São Paulo – SP)

EMPRESA: MICROSAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO
LTDA
. – (19) 3491-5166


DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS
CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é:

 
Altamente Perigoso ao Meio Ambiente
(CLASSE I).
 
Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE
II).

X

PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III).
 
Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE
IV).

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- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microorganismos de solo.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Evite a contaminação ambiental – Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamentos com vazamentos.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora ea saúde das pessoas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em casos de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3. INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Microsal Indústria e Comércio Ltda. – Telefone de Emergência: (19) 3491-5166.
- Utilize equipamento de proteção individual – EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores).
- Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:

· Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, para que a mesma faça o recolhimento. Lave o local com grande quantidade de água;

· Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.

· Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

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4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO,
TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS
DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuada em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em sacos plásticos transparentes (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, a devolução deverá ocorrer até o fim do seu prazo de validade.

- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS.
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
Trata-se de um produto atípico, inorgânico, encontrado na natureza (presente no solo, água, plantas, animais, inclusive no ser humano) sem necessidade, portanto, de métodos de desativação. Produtos a base de cobre podem ser reprocessados.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.
Restrições Estaduais, do DF e Municipais.

Calda Viçosa

CALDA VIÇOSA É UM ADUBO FOLIAR QUE ATUA NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS

CALDA VIÇOSA: É formada pela mistura do Sulfato de Cobre com a cal + micronutrientes e água. Pode ser preparada em diversas concentrações conforme a necessidade da cultura, tais como:
500 a 800g Sulfato de Cobre + 300g de Sulfato de Zinco + 300g a 400g de Sulfato de Magnésio + 150g a 200g de Ácido Bórico + 500g de cal para 100lts de água.

ENGº AGRº SILVIO ROBERTO PENTEADO

A Calda Viçosa é um produto rico em sais minerais e calcio, recomendado para aplicação foliar em diversas plantas, atendendo as suas carencias nutricionais e prevenindo a ocorrência de diversas doenças nas plantas.
Esta calda foi formulada á partir da Calda Bordalesa pelos professores da Faculdade de Agronomia de Viçosa (UFV), obtendo excelentes resultados nos tratamentos indicados.
Tem baixa ação sobre o meio ambiente e ao homem. É indicada para um cultivo mais natural.

Dados da EMATER/RIO e da UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, mostram os seguintes resultados quanto á utilização da Calda Viçosa:

· CAFÉ : controle de doenças e revigorante foliar
· TOMATE: condução exclusiva com calda viçosa, com redução dos gastos com agrotóxicos (Sulfato de cobre e Cal Hidratada a 1%).
· GOIABA: bons resultados
· BANANA: Boa eficiência, devendo no entanto acrescentar 300 gramas de Cloreto de Potássio para cada 100 litros de água.
· MARACUJÁ: bons resultados obtidos.
· CAQUI: ótima vegetação e fixação dos frutos.
· OUTRAS CULTURAS COM RESULTADOS SATISFATÓRIOS: Batata, Citros, Figo, Maçã, Pera e Uva.

CARACTERISTICAS DAS CALDAS VIÇOSAS

CALDA BORDALESA + MICRONUTRIENTES + NITROGÊNIO

Emprego da Calda Viçosa na Cultura do Tomateiro para o Controle de Doenças da Parte Aérea.

Introdução:
A Calda Viçosa é uma suspensão coloidial, de cor azul-celeste, composta de fertilizantes complexados com a cal hidratada. Essa calda foi desenvolvida pelo Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Viçosa, especialmente para o controle da ferrugem do cafeeiro ( vide Informe Técnico n° 51 ).

Atualmente, vêm sendo conduzidos novos experimentos em outras culturas. Nesta publicação serão relatados os resultados do emprego da Calda Viçosa na cultura do tomateiro. Procurou-se, também, avaliar um novo sistema de condução do tomateiro, denominado tutoramento vertical, visando à redução no custo das medidas de controle às pragas e doenças.

A condução do tomateiro pelo sistema tutorado vertical deve ser feita no espaçamento de 1,00 x 0,25 metro, uma planta por cova, conduzida em haste única. As plantas são conduzidas com tutores verticais e podadas na altura da terceira folha superior ao terceiro cacho.

Em relação ao sistema tradicional, o tutoramento vertical proporciona maior produção de frutos extras, de maiores peso e tamanho, maior precocidade na produção e significativamente redução no número de pulverização com fungicidas e inseticidas. Aliada a esses fatos está a diminuição dos riscos de intoxicação, visto que no sistema tradicional o aplicador tem de dirigir o jato para a parte mais alta das plantas, ficando mais exposto ao retorno das gotas pelo vento ou pela ação da gravidade. A redução do número de pulverizações por esse método, além de diminuir os riscos a saúde dos aplicadores e a contaminação ambiental, proporciona razoável economia de gastos com inseticidas e fungicidas.

O Departamento de Fitopatologia da Universidade federal de Viçosa conduziu alguns ensaios, visando comparar o efeito da Calda Viçosa e de outros fungicidas no controle de doenças do tomateiro em ambos os sistemas de condução da cultura ( sistema tradicional e tutorado vertical ), cujos resultados evidenciaram que a receita líquida no sistema tutorado vertical foi superior à obtida pelo sistema tradicional para todos os fungicidas testados. Nesses ensaios, a Calda Viçosa, aplicada de sete em sete dias, controlou eficientemente a mancha-de-estenfílio e a pinta-preta, proporcionando alta produção, estando entre os fungicidas de maior receita líquida. A Calda Viçosa, com 14 aplicações, reduziu a intensidade dessas doenças tão eficientemente quanto 28 aplicações de mancozebe ( Dithane M-25 ), 28 de metalaxil-mancozebe ( Ridomil ) e sete de clorotalonil ( Daconil ).Os dados de outro experimento, demonstram que a calda Viçosa pode substituir os fungicidas tradicionais ( Manzate-D e Cuprosan Azul ) no controle da mancha-de-estenfílio do tomateiro, em razão de seu menor custo de sua maior eficiência. Ressalta-se, ainda, que o Difolatan, já está proibido de ser comercializado no Brasil, virtude dos graves riscos à saúde humana.

Novos ensaios deverão ser conduzidos para avaliar a viabilidade de condução da cultura até o quarto ou quinto cacho.

Ressalva-se que, em casos de surtos epidêmicos de mela, deverá ser utilizado o Ridomil, que é específico para esta doença, e se surgir pinta-preta ou mancha-de-estenfílio com alta intensidade de ataque deve-se usar o Caconil ou a mistura de Daconil com mancozebe, que proporcionará controle mais eficiente. Porém, o Ridomil pode induzir o surgimento de raças do patófeno resistentes a este produto. Portanto, seu uso deve ser restringido o máximo possível, não sendo recomendadas mais de duas aplicações seguidas. Essas doenças são muito influenciadas pelas condições climáticas favoráveis aos patógenos. Em condições normais, o emprego da Calda Viçosa será suficiente para manter relativamente baixo o nível de doenças na cultura, além de fornecer micronutrientes para o tomateiro.

Não se recomenda misturar à Calda Viçosa outros produtos químicos para o controle de insetos na cultura.