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Calda Viçosa

CALDA VIÇOSA É UM ADUBO FOLIAR QUE ATUA NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS

CALDA VIÇOSA: É formada pela mistura do Sulfato de Cobre com a cal + micronutrientes e água. Pode ser preparada em diversas concentrações conforme a necessidade da cultura, tais como:
500 a 800g Sulfato de Cobre + 300g de Sulfato de Zinco + 300g a 400g de Sulfato de Magnésio + 150g a 200g de Ácido Bórico + 500g de cal para 100lts de água.

ENGº AGRº SILVIO ROBERTO PENTEADO

A Calda Viçosa é um produto rico em sais minerais e calcio, recomendado para aplicação foliar em diversas plantas, atendendo as suas carencias nutricionais e prevenindo a ocorrência de diversas doenças nas plantas.
Esta calda foi formulada á partir da Calda Bordalesa pelos professores da Faculdade de Agronomia de Viçosa (UFV), obtendo excelentes resultados nos tratamentos indicados.
Tem baixa ação sobre o meio ambiente e ao homem. É indicada para um cultivo mais natural.

Dados da EMATER/RIO e da UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, mostram os seguintes resultados quanto á utilização da Calda Viçosa:

· CAFÉ : controle de doenças e revigorante foliar
· TOMATE: condução exclusiva com calda viçosa, com redução dos gastos com agrotóxicos (Sulfato de cobre e Cal Hidratada a 1%).
· GOIABA: bons resultados
· BANANA: Boa eficiência, devendo no entanto acrescentar 300 gramas de Cloreto de Potássio para cada 100 litros de água.
· MARACUJÁ: bons resultados obtidos.
· CAQUI: ótima vegetação e fixação dos frutos.
· OUTRAS CULTURAS COM RESULTADOS SATISFATÓRIOS: Batata, Citros, Figo, Maçã, Pera e Uva.

CARACTERISTICAS DAS CALDAS VIÇOSAS

CALDA BORDALESA + MICRONUTRIENTES + NITROGÊNIO

Emprego da Calda Viçosa na Cultura do Tomateiro para o Controle de Doenças da Parte Aérea.

Introdução:
A Calda Viçosa é uma suspensão coloidial, de cor azul-celeste, composta de fertilizantes complexados com a cal hidratada. Essa calda foi desenvolvida pelo Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Viçosa, especialmente para o controle da ferrugem do cafeeiro ( vide Informe Técnico n° 51 ).

Atualmente, vêm sendo conduzidos novos experimentos em outras culturas. Nesta publicação serão relatados os resultados do emprego da Calda Viçosa na cultura do tomateiro. Procurou-se, também, avaliar um novo sistema de condução do tomateiro, denominado tutoramento vertical, visando à redução no custo das medidas de controle às pragas e doenças.

A condução do tomateiro pelo sistema tutorado vertical deve ser feita no espaçamento de 1,00 x 0,25 metro, uma planta por cova, conduzida em haste única. As plantas são conduzidas com tutores verticais e podadas na altura da terceira folha superior ao terceiro cacho.

Em relação ao sistema tradicional, o tutoramento vertical proporciona maior produção de frutos extras, de maiores peso e tamanho, maior precocidade na produção e significativamente redução no número de pulverização com fungicidas e inseticidas. Aliada a esses fatos está a diminuição dos riscos de intoxicação, visto que no sistema tradicional o aplicador tem de dirigir o jato para a parte mais alta das plantas, ficando mais exposto ao retorno das gotas pelo vento ou pela ação da gravidade. A redução do número de pulverizações por esse método, além de diminuir os riscos a saúde dos aplicadores e a contaminação ambiental, proporciona razoável economia de gastos com inseticidas e fungicidas.

O Departamento de Fitopatologia da Universidade federal de Viçosa conduziu alguns ensaios, visando comparar o efeito da Calda Viçosa e de outros fungicidas no controle de doenças do tomateiro em ambos os sistemas de condução da cultura ( sistema tradicional e tutorado vertical ), cujos resultados evidenciaram que a receita líquida no sistema tutorado vertical foi superior à obtida pelo sistema tradicional para todos os fungicidas testados. Nesses ensaios, a Calda Viçosa, aplicada de sete em sete dias, controlou eficientemente a mancha-de-estenfílio e a pinta-preta, proporcionando alta produção, estando entre os fungicidas de maior receita líquida. A Calda Viçosa, com 14 aplicações, reduziu a intensidade dessas doenças tão eficientemente quanto 28 aplicações de mancozebe ( Dithane M-25 ), 28 de metalaxil-mancozebe ( Ridomil ) e sete de clorotalonil ( Daconil ).Os dados de outro experimento, demonstram que a calda Viçosa pode substituir os fungicidas tradicionais ( Manzate-D e Cuprosan Azul ) no controle da mancha-de-estenfílio do tomateiro, em razão de seu menor custo de sua maior eficiência. Ressalta-se, ainda, que o Difolatan, já está proibido de ser comercializado no Brasil, virtude dos graves riscos à saúde humana.

Novos ensaios deverão ser conduzidos para avaliar a viabilidade de condução da cultura até o quarto ou quinto cacho.

Ressalva-se que, em casos de surtos epidêmicos de mela, deverá ser utilizado o Ridomil, que é específico para esta doença, e se surgir pinta-preta ou mancha-de-estenfílio com alta intensidade de ataque deve-se usar o Caconil ou a mistura de Daconil com mancozebe, que proporcionará controle mais eficiente. Porém, o Ridomil pode induzir o surgimento de raças do patófeno resistentes a este produto. Portanto, seu uso deve ser restringido o máximo possível, não sendo recomendadas mais de duas aplicações seguidas. Essas doenças são muito influenciadas pelas condições climáticas favoráveis aos patógenos. Em condições normais, o emprego da Calda Viçosa será suficiente para manter relativamente baixo o nível de doenças na cultura, além de fornecer micronutrientes para o tomateiro.

Não se recomenda misturar à Calda Viçosa outros produtos químicos para o controle de insetos na cultura.